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História em Foz do Iguaçu

Em 25 de outubro de 1956, chegavam a Foz do Iguaçu o sargento Oldalírio Pinto da Silva e esposa Lara da Silva com seus filhos.

Os primeiros crentes no Senhor Jesus não deixaram apagar a chama da fé, iniciando o primeiro culto doméstico em sua residência, uma casa em frente à Capitania dos Portos, alugada do Sr João Muller, posteriormente, conseguiu outra casa um pouco maior na Avenida Brasil, nas proximidades do cemitério são João Batista, reservando então um pequeno salão, onde foram realizados oficialmente os primeiros cultos da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Foz do Iguaçu em meados de junho de 1957, auxiliados na obra de Deus, pelos irmãos Romeu Ribeiro e Sebastião Cachoeira, que vieram da cidade de Guaíra.

O irmão Oldalírio continuava na frente do trabalho, contudo a responsabilidade ministerial passou a cargo do Pastor José Luiz Lopes, da cidade Guarapuava, que vinha celebrar a Ceia do Senhor aos primeiros membros que aqui surgiram: o casal Vaguinel e Maximina, André Rodrigues Vilela – o primeiro diácono (atualmente congregando no Parque Morumbi II), Isac Custódio do Lago, que fundou o coral misto da central, mais tarde o mesmo foi consagrado a presbítero para ministrar a Ceia do Senhor.

O primeiro secretário da Igreja foi o irmão Jerônimo Costa Mendes.

O primeiro tesoureiro da Igreja foi o irmão André Rodrigues Vilela.

No ano de 1958, para honra e glória do nosso Deus, foi realizado o primeiro batismo, com doze novos crentes – moradores de Foz do Iguaçu.

Posteriormente, os cultos tiveram continuação em outro salão alugado nas proximidades da Igreja Central (Rua Quintino Bocaiúva 991), quando veio o primeiro Pastor da igreja, José de Alencar e sua esposa, irmã Odete. (anos atrás, disse o saudoso Pastor Israel Sodré, quando pregou em Boston, Estados Unidos, que a Irmã Odete se apresentou emocionada por saber que o pastor Sodré era de Foz do Iguaçu, indagando pelos irmãos que ela conhecia, mandando saudações a todos).

Depois assumiram o campo:

O Presbítero Heleno José de Oliveira que foi consagrado à evangelista quando residia nesta cidade;
Pastor Otávio Rafael;
Pastor José Polini (cujo período foi construindo o primeiro templo central);
Pastor Israel Sodré;
Pastor Ivo Luis de Souza;

Novamente o Pastor Israel Sodré (que iniciou a construção do novo templo central).

Em 19 de maio de 2009, tivemos a grata satisfação de receber o Pastor Isaias Cardoso dos Santos, como nosso presidente.

Depoimentos obtidos:

• Irmã Luzia Lara da Silva,
• Ev. André Rodrigues Vilela
• Irmão Orlando Rocha
• Irmã Zuleica Insauralde Rocha (esposa do Ev. Florisvaldo, pastor congregação Vila Yolanda)

FOTOS HISTÓRICAS

FOTO 1 – PRIMEIRO BASTISMO – 1958

FOTO 1 – PRIMEIRO BASTISMO – 1958

FOTO 2 – SEGUNDO TEMPLO – ANO 1968 – RUA QUINTINO BOCAIUVA 991

FOTO 2 – SEGUNDO TEMPLO – ANO 1968 – RUA QUINTINO BOCAIUVA 991

História no Brasil

Batismo em Águas, 1920 - Rua Azusa

Batismo em Águas, 1920 – Rua Azusa

“Pouco tempo depois, Gunnar Vingren participou de uma convenção de igrejas batistas, em Chicago. Essas igrejas aceitaram o Movimento Pentecostal. Ali ele conheceu outro jovem sueco que se chamava Daniel Berg. Esse jovem também fora batizado com o Espírito Santo.

Rua Azusa, Los Angeles,CA - EUA

Rua Azusa, Los Angeles,CA – EUA

Após uma ampla troca de informações, experiências e idéias, Daniel Berg e Gunnar Vingren descobriram que Deus os estava guiando numa mesma direção, isto é: o Senhor desejava enviá-los com a mensagem do Evangelho a terras distantes, mas nenhum dos dois sabia exatamente para onde seriam enviados.

Daniel Berg e Gunnar Vingren

Daniel Berg e Gunnar Vingren

Algum tempo depois, Daniel Berg foi visitar o pastor Vingren em South Bend. Durante aquela visita, quando participavam de uma reunião de oração, o Senhor lhes falou, através de uma mensagem profética, que eles deveriam partir para pregar o Evangelho e as bênçãos do Avivamento Pentecostal. O lugar tinha sido mencionado na profecia: Pará. Nenhum dos presentes conhecia aquela localidade. Após a oração, os dois jovens foram a uma biblioteca à procura de um mapa que lhes indicasse onde o Pará estava localizado. Foi quando descobriram que se tratava de um estado do Norte do Brasil”. (História das Assembléias de Deus, Emílio Conde – CPAD)

No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais, nosso país era ainda quase que totalmente católico.

A origem das Assembléias de Deus no Brasil está no fogo do reavivamento que varreu o mundo por volta de 1900, início do século 20, especialmente na América do Norte.

Os participantes desse reavivamento foram cheios do Espírito Santo da mesma forma que os discípulos e os seguidores de Jesus durante a Festa Judaica do Pentecostes, no início da Igreja Primitiva (Atos cap. 2). Assim, eles foram chamados de “pentecostais”.

Exatamente como os crentes que estavam no Cenáculo, os precursores do reavivamento do século 20 falaram em outras línguas que não as suas originais quando receberam o batismo no Espírito Santo. Outras manifestações sobrenaturais tais como profecia, interpretação de línguas, conversões e curas também aconteceram (Atos cap. 2).

1º templo da Assembléia de Deus no Brasil  (inaugurado em 08/11/1914)

1º templo da Assembléia de Deus no Brasil
(inaugurado em 08/11/1914)

Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren, chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. As igrejas existentes na época – Batista de Belém do Pará, Presbiteriana, Anglicana e Metodista, ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários, principalmente por causa de alguns irmãos que se mostravam abertos ao ensino pentecostal. A irmã Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911 foi a primeira crente a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos.

O clima ficou tenso naquela comunidade, pois um número cada vez maior de membros curiosos visitava a residência de Berg e Vingren, onde realizavam reuniões de oração. Resultado: eles e mais dezenove irmãos acabaram sendo desligados da Igreja Batista. Convictos e resolvidos a se organizar, fundaram a Missão de Fé Apostólica em 18 de junho de 1911, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembléia de Deus.

Pr. Gunnar Vingren e família

Pr. Gunnar Vingren e família

Em poucas décadas, a Assembléia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante.

Pr. Daniel Berg e família

Pr. Daniel Berg e família

A Assembléia de Deus é, atualmente, a major igreja evangélica do Brasil, e está fartamente disseminada por todos os Estados da Federação. Esse crescimento singular não se deve propriamente aos esforços dos seus membros (embora estes sejam esforçados), mas à ação direta do Espírito Santo de Deus. No espaço de 90 anos apenas, aconteceu esse milagre: o Brasil, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, encheu-se de pentecostais. Fenômeno igual não consta ter ocorrido em outros países no tempo presente.

A taxa de crescimento das Assembléias de Deus, desde o inicio deste movimento pentecostal, tem sido alta. Se essa taxa for conservada, chegará em breve o dia em que não mais se dirá que o Brasil é o maior país católico.

2º templo da Assembléia de Deus em Belém

2º templo da Assembléia de Deus em Belém

UMA HISTÓRIA MARCADA COM CRESCIMENTO

Milhares de “complexos de igrejas-mães” estão localizados em cidades principais, espalhadas por todo o Brasil. A essas igrejas-mães estão filiadas igrejas menores, congregações, e casas de oração.

As igrejas-mães são conhecidas pelo nome de ministérios e contam, cada uma, com milhares de crentes ativos. Cada congregação, muitas vezes organizada em local distante, é responsável apenas perante a igreja-mãe. Essa e uma das características das Assembléias de Deus que ajudam o seu extraordinário crescimento. É um processo que descentraliza a obra. Quando, porém, a congregação se desenvolve sobremaneira, desliga-se da igreja-mãe, e se torna ela mesma uma igreja-mãe que passa a orientar outras congregações menores. O fenômeno do crescimento se prende também ao método de trabalho, e às suas raízes, isto é, o fato de ser as Assembléias de Deus uma obra de fé. Durante o relato histórico, observamos que os obreiros partiam pela fé e pela fé abriam os novos trabalhos, que, também pela fé, prosperavam.

1. A obra social

As Assembléias de Deus recrutam ate o momento seus integrantes, da grande massa da população brasileira, das camadas inferiores do povo, embora, haja, também, muitos membros da classe media e alta. Entretanto, a igreja tem ajudado o povo, ensinando-o a ler, espalhando literatura, construindo bibliotecas comunitárias, jardins de infância, creches, orfanatos, asilos, casas para recuperação para toxicômanos, etc. Cada igreja-mãe supre as necessidades dos membros que dela fazem parte e das pessoas de sua comunidade, providenciando alimentos, casa, roupa, assistência médica. Alguns campos possuem sua própria policlínica ou mantém convênios. Possuem escolas e realizam, com eficiência, um multiministério abençoado por Deus, que cuida dos velhos e das crianças, dos estudantes e dos chefes de família, dos menores abandonados e das donas-de-casa.

2. Missões

Missões é a tarefa primordial e definitiva da Igreja do Senhor Jesus Cristo aqui na terra. Essa atividade da Igreja não cessará até que Ele venha. As Assembléias de Deus, bem no principio, encarou com seriedade essa tarefa. Somente dois anos se passaram, desde o inicio de suas atividades no Brasil, e o espírito missionário já fora despertado. Em 1913, Gunnar Vingren, pastor da Assembléia de Deus em Belém, sentiu que deveria falar a José Plácido da Costa sobre missões, isto é, sobre a necessidade de levar as boas novas a outras terras. Disse-lhe, então, num encontro: “Irmão Plácido, por que não vai pregar o Evangelho ao povo português?” Plácido não pode responder afirmativamente logo, mas compreendeu que Deus lhe falava e desejava que fosse anunciar o evangelho a outros povos.

Assim impulsionado pela chama missionária, no dia 4 de abril de 1913, através da novel igreja, José Plácido da Costa e família embarcaram no navio Hildebrand, no Pará, com destino a Portugal. Era a primeira demonstração viva e prática do espírito missionário da Assembléia de Deus.

Segundo o relato do missionário, o trabalho em Portugal foi estabelecido em maio do mesmo ano, sendo a mensagem pentecostal anunciada ao povo daquela nação.

Em 1921, também foi enviado para Portugal, José de Matos, que percorreu o país de Norte a Sul, estabelecendo contatos e fundando igrejas no Algarves e nas Beiras.

Em 1962, segundo o Mensageiro da Paz (02/10/52), foi enviado a Bolívia, pela igreja do Rio de Janeiro, o Pastor Euclides Vieira da Silva.

A Assembléia de Deus no Brasil continua enviando missionários para o exterior e, também, para o interior do país. Ela vem desenvolvendo um trabalho de incentivo a todos os cristãos que queiram servir a Cristo como mensageiros do seu Evangelho. O órgão orientador dos trabalhos missionários das Assembléias de Deus é a Secretaria Nacional de Missões, ligada à Convenção Geral. Essa secretaria tem como objetivo orientar as igrejas quanto ao envio e suporte aos seus missionários.
Atualmente, a Assembléia de Deus no Brasil mantém missionários em toda América Latina, América do Norte, e em vários países da África, Ásia, Oceania e Oriente Médio.

3. Educação Teológica

Recentemente, começou a se dar ênfase aos institutos bíblicos para o treinamento de ministros e líderes leigos, nas Assembléias de Deus do Brasil. Centenas dessas instituições estão espalhadas pelo país. Em cada Estado da federação há várias instituições de ensino teológico.

4. Relação com outras igrejas evangélicas

A atitude das Assembléias de Deus para com as outras igrejas evangélicas não pode ser de indiferença. Elas têm se colocado contra o Movimento Ecumênico e a Convenção Geral das assembléias de Deus, em 1963, declarou: “O ecumenismo, representado pelo Conselho ecumênico das Igrejas e pelo Concílio Vaticano tem uma tendência à apostasia. Uma comunhão de igrejas que ‘abertamente praticam o culto aos ídolos’ e que crêem na justificação pelas boas obras (igreja católica romana), que negam a divindade de Jesus Cristo ou seu nascimento virginal, a necessidade do novo nascimento, a ressurreição e o retorno de Cristo (Conselho Mundial de Igrejas), é uma coisa impossível para os pentecostais. Os protestantes do Conselho Mundial de Igrejas traíram aqueles que morreram como mártires pela causa da fé”.

História da Harpa Cristã

Hinário – Harpa Cristã

 I. O QUE É A HARPA CRISTÃ

A Harpa Cristã é o hinário oficial das Assembléias de Deus no Brasil. Ela foi especialmente organizada com o objetivo de enlevar o cântico congregacional e proporcionar o louvor a Deus nas diversas liturgias da igreja: culto público, santa ceia, batismo, casamento, apresentação de crianças, funeral, etc.

A sua primeira finalidade é transformar nossas igrejas e congregações em comunidades de perfeita adoração ao Único e Verdadeiro Deus. Não pode haver igreja sem louvor.

 II. O INÍCIO DO CÂNTICO CONGREGACIONAL DA ASSEMBLÉIA DEUS NO BRASIL

Em seus primórdios, a Assembléia de Deus usava os Salmos e Hinos , que também era utilizado por diversas igrejas evangélicas históricas. Mas em virtude de nossas peculiaridades doutrinárias, os pioneiros sentiram a necessidade de um hinário que também enfocasse as doutrinas pentecostais.

 III. O CANTOR PENTECOSTAL

Em virtude dessa premência, foi lançado em 1921, o Cantor Pentecostal. Impresso pela tipografia Guajarina, sob a orientação editorial de Almeida Sobrinho, tinha o pequeno hinário 44 hinos e 10 corinhos.

O Cantor Pentecostal foi distribuído pela Assembléia de Deus de Belém, PA, que, naquela época, achava-se localizada na Travessa 9 de janeiro, 75.

IV. O SURGIMENTO DA HARPA CRISTÃ

Em 1922, foi lançada em Recife, PE, a primeira edição da Harpa Cristã, que viria a se tornar no hinário oficial das Assembléias de Deus. Sob a orientação editorial do Pastor Adriano Nobre, teve uma tiragem inicial de mil exemplares, e foi distribuída para todo o Brasil pelo missionário Sanuel Nyström.

A segunda edição da Harpa Cristã, já como 300 hinos, foi impressa nas Oficinas Irmãos Pangeti, no Rio de Janeiro, em 1923. Já em 1932, tinha a Harpa Cristã 400 hinos.

V. A ELABORAÇÃO DOS HINOS

Na elaboração de nossos hinos, muito contribuiu o missionário Samuel Nyström. Como não tivesse perfeito conhecimento da língua portuguesa, ele traduziu, literalmente, diversas letras da riquíssima hinódia escandinava. Para que os poemas fossem adaptados às suas respectivas músicas, foi necessário que o Pastor Paulo Leivas Macalão empreendesse semelhante tarefa. Por isso, tornou-se o Pastor Macalão no principal elaborador e adaptador de nosso hinário oficial.

VI. A HARPA CRISTÃ COMO LETRA E MÚSICA

Em 1937, a Convenção Geral das Assembléias de Deus, reunida em São Paulo nomeou uma comissão para editar e imprimir a primeira H arpa Cristã com música. Desta comissão faziam parte: Emílio Conde, Samuel Nyström, Paulo Leivas Macalão, João Sorhein e Nils Kastiberg. Neste empreendimento, também tomou parte ativa o Dr. Carlos Brito.

VII. A HARPA CRISTÃ COM 524 HINOS

Com o passar dos tempos, outros hinos foram sendo acrescentados até que o nosso hinário oficial atingisse 524 hinos. Número esse que, durante várias décadas, caracterizou a Harpa Cristã.
Até 1981, quase todos os hinos da Harpa Cristã já haviam sido revisados. Os mais altos foram transpostos para tons mais acessíveis ao cântico congregacional.

VIII. A HARPA CRISTÃ ATUALIZADA

Em 1979, mediante proposta apresentada pelo Pastor Adilson Soares da Fonseca, o Conselho Administrativo da CPAD, cumprindo resolução da Assembléia Geral da CGADB reunida em Porto Alegre , naquele ano, nomeou uma comissão para proceder a uma revisão geral da música e da letra da Harpa Cristã.

A comissão era formada pelos seguintes Pastores: Paulo Leivas Macalão, Túlio Barros Ferreira, Nicodemos José Loureiro, Antonio Gilberto, e João Pereira. Nesta empreitada, também tomou parte ativa o Pastor e consagrado poeta Joanyr de Oliveira. Em termos técnicos, os trabalhos contaram com dois obreiros especializados: João Pereira, na correção e adaptação da música; e Gustavo Kessler, na revisão das letras.

Lançada em 1992, a Harpa Cristã Atualizada foi aceita em muitas igrejas, mas a maioria optou por ficar com a Harpa Tradicional. De qualquer forma, a experiência serviu para rever a hinódia pentecostal, tonando-a mais viva e participativa em nossas reuniões.

IX. A HARPA CRISTÃ AMPLIADA

Tendo em vista as necessidades de nossa igreja, a CPAD, sob a direção executiva de Ronaldo Rodrigues de Souza, compreendeu ser urgente a ampliação da Harpa Cristã tradicional. E, sim, foram acrescentados mais 116 hinos a fim de atender a todas as exigências cerimoniais e litúrgicas da igreja.

A Harpa Cristã Ampliada, lançada em 1999, representa mais um avanço da já riquíssima hinódia pentecostal.

CONCLUSÃO

Rogamos a Deus, pois, para que a Harpa Cristã continue a levar o Evangelho de Cristo e o avivamento a todos os cantos de nosso país. Cantando também se evangeliza. Cantando também se promove o avivamento. Não foi o que fizeram nossos pioneiros?

Existem hoje, no Brasil, diversas denominações evangélicas, de cunho pentecostal, que utilizam o nosso hinário. Essas igrejas, muitas delas neo-pentecostais, tem encontrado em nosso cancioneiro não somente a melodia, mas também a mensagem que faz a diferença no mundo espiritual.

Organizada com objetivo de elevar o cântico congregacional e proporcionar um melhor louvor a Deus, a Harpa Cristã, com um total de 640 hinos, representa mais um avanço que auxiliará na divulgação do evangelho através do louvor a Deus. Além da Harpa Cristã, edições variadas, há também as publicadas junto com as diversas Bíblias, de cores e tamanho variados, agradando a todo o tipo de faixa etária incluídos de nossas igrejas.

Texto extraído do Manual da Harpa Cristã, edições CPAD, 1ª edição, 1999, pgs. 11/16.

História da E.B.D.

I – NO MUNDO

A Escola Dominical do nosso tempo nasceu da visão de um homem que, compadecido com as crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel. Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos.

É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna – o inglês.

Não demorou muito e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus? Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso incondicional.

CRONOLOGIA DA ESCOLA DOMINICAL

14/09/1736 – Nasce Robert Raikes, na Inglaterra.
1780: Robert Rikes, jornalista evangélico (episcopal), com 44 anos, realiza em Gloucester, Inglaterra, as primeiras aulas aos domingos pela manhã para crianças sobre leitura, escrita, aritmética, instrução moral e cívica e conhecimentos religiosos, dando início à Escola Dominical, não exatamente no modelo que temos hoje, mas como escola de instrução popular gratuita, o que veio a ser a precursora do moderno sistema de ensino público. As primeiras professoras foram assalariadas por Raikes.
03/11/1783 – Dia Natalício da Escola Dominical, pois Raikes, após três anos de experiência com 07 Escolas Dominicais em casas particulares e com 30 alunos em cada uma delas, alcança êxito em seu trabalho com a transformação na vida de duas crianças. A Escola Dominical passou das casas particulares para os templos, os quais passaram a encher-se de crianças.
1784 – Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já contava com 250 mil alunos matriculados.
1797 – Somente na Inglaterra chega a mil o número de Escolas Dominicais.
1800 – Surgem fortes ataques contra a Escola Dominical. Raikes‚ acusado de “profanador do Dia do Senhor”, pelo fato de fazer funcionar a Escola aos domingos… Tal acusação partiu dos religiosos da época. No Parlamento chegou a ser apresentado um decreto para proibir Escolas Dominicais em toda a Inglaterra. Tal decreto jamais foi aprovado.
1810 – O movimento já contava com mais de três mil Escolas Dominicais e com aproximadamente 275 mil alunos matriculados.
1811 – Começa a separação de classes para que adultos analfabetos, assim como as crianças, também pudessem aprender a ler a Bíblia. O movimento chega a 400 mil alunos matriculados só na Inglaterra.
05/04/1811 – Morre Robert Raikes, aos 76 anos de idade, tendo a Escola Dominical se espalhado por toda a Inglaterra e em outras partes do mundo.
1831 – As Escolas Dominicais chegam a 1.250.000 (Hum milhão e duzentos e cinqüenta mil) alunos matriculados, cerca de 25% da população da Inglaterra na época.

II – NO BRASIL

Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florecesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil.

Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855, no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.

III- NA ASSEMBLÉIA DE DEUS

Em 1911 – Dois meses após a fundação das Assembléias de Deus, é realizada a primeira aula de Escola Dominical, na casa do irmão José Batista Carvalho, na Av. São Jerônimo, em Belém, PA.
Em 1930 – Lançada a revista Lições Bíblicas para adultos, inicialmente comentada pelos missionários suecos Samuel Nyström e Nils Kastberg. A CPAD ainda não tinha sido fundada.
Em 1943 – Lançada a primeira revista para crianças na Escola Dominical das Assembléias de Deus, escrita pelas professoras Nair Soares e Cacilda de Brito.
1974 – Fundado o Departamento de Escola Dominical da CPAD (atual Setor de Educação Cristã), sob a chefia do pastor Antonio Gilberto.
1981 – Lançado pela CPAD o Primeiro Plano de Revistas da Escola Dominical para Assembléias de Deus, formulado pelo pastor Antonio Gilberto, que estabelecia, pela primeira vez, revistas para cada faixa etária da Escola Dominical.

CONCLUSÃO:

Assim escreve o Pastor Antonio Gilberto: “Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”.

A Escola Dominical tornou-se tão importante, que já não podemos conceber uma igreja sem ela. Haja vista que, no dia universalmente consagrado à adoração cristã, nossa primeira atividade é justamente ir a esse prestimoso educandário da Palavra de Deus. É aqui onde aprendemos os rudimentos da fé e o valor de uma vida inteiramente consagrada ao serviço do Mestre.

O irmão A. S. London afirmou certa vez, mui acertadamente: “Extinga a Escola Bíblica Dominical, e dentro de 15 anos a sua igreja terá apenas a metade dos seus membros”. Quem haverá de negar a gravidade de London? As igrejas que ousaram prescindir da Escola Dominical jazem em grande dificuldade.